“Agosto Vermelho” começou com muita luta para os técnico-administrativos da UAG

ato garanhuns 3Os TAE´s de Garanhuns marcharam em unidade com os servidores do INSS pela valorização do serviço público e da educação

Com o lema “A Educação não vai pagar pela crise”, os técnico-administrativos da Unidade Acadêmica de Garanhuns iniciaram a semana marchando pelas ruas da cidade por uma Educação Pública de Qualidade e pela valorização do serviço público. A mobilização fez parte do “Agosto Vermelho”, que será um mês de fortalecimento da luta dos TAE’s para pressionar o governo a negociar de forma efetiva com a categoria. O CLG/UAG se uniu aos servidores do INSS, que completaram ontem um mês em greve.

Os manifestantes se concentraram em frente à agência do INSS e saíram em marcha pela praça Dom Moura, seguindo pelo centro até o espaço Largo da Colunata e retornaram ao INSS. Durante o percurso foram distribuídos panfletos, entoados gritos de guerra e repassados informes à população para conscientizar sobre a necessidade da luta. Os técnico-administrativos puderam contar com o apoio do Sindsprev-INSS para a estrutura da atividade. A Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) acompanhou todo o percurso, que foi feito em segurança e sem interromper o trânsito.

Segundo Luciana Bezerra, integrante do CLG/UAG, em entrevista à TV Asa Branca, não é justo a educação pagar pela crise do país. “Nós estamos buscando uma educação pública de qualidade e por isso nós exigimos a suspensão imediata dos cortes orçamentários para as instituições federais de ensino. Também estamos em greve pela valorização do serviço público, pelo reajuste de 27,3% correspondente às perdas salariais desde 2010 e pelo aprimoramento da carreira”, informou a técnica-administrativa.

inssGreve do INSS – A greve dos servidores do INSS de Pernambuco completou nesta segunda-feira (11) 30 dias. Os grevistas marcaram a data com um bolo e realizaram manifestações em Recife, Caruaru, Garanhuns e Petrolina. A categoria pede um reajuste de 27,3% (correspondente à reposição das perdas desde 2010), mas o governo ofereceu apenas 21% escalonado ao longo de quatro anos. Os servidores alegam que não há ganho real, quando compensada a inflação.


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