Audiência pública na cidade de Serra Talhada discute a Educação no Brasil

audiênciaA atividade teve a participação de técnicos e docentes da UAST, além de professores e alunos da rede municipal. Greve dos TAE’s foi um dos pontos ressaltados na ocasião

O Comando Local de Greve da UAST e o SINTUFEPE/UFRPE promoveram na manhã da última sexta-feira (19) uma Audiência Pública com o tema “Educação no Brasil”, no Plenário Municipal da Câmara de Vereadores de Serra Talhada. A atividade contou com a presença de técnicos, docentes e representantes da direção da Unidade Acadêmica de Serra Talhada, além de professores e alunos da rede municipal de ensino.

A mesa foi composta por Amil Edardna, coordenador jurídico do sindicato; Francisco Pinheiro, representante da Câmara de Vereadores; Jackson Diniz, técnico-administrativo da UAST; José Antônio Apolinario, docente da UAST; Marcela Figueiredo, docente da UAST; Sebastiana Epaminondas, presidente do Conselho Municipal de Educação; e Sinézio Rodrigues, presidente do SINTEST (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Serra Talhada).

Os docentes da UAST, José Apolinario e Marcela Figueiredo, falaram sobre políticas públicas educacionais, o direito à educação gratuita e de qualidade e Plano Nacional de Educação (PNE). Na sua fala, Marcela Figueiredo criticou a retirada do projeto de lei do texto do PNE que faz menção às questões de gênero e orientação sexual, efeito das manifestações de setores religiosos e conservadores.

Sebastiana Epaminondas parabenizou a participação dos jovens estudantes da rede municipal de Serra na audiência e salientou a importância dos debates para que estes possam entender a real situação da educação brasileira e da cidade. “Estamos no século 21 e a educação ainda não é um direito de todos. É fato, estamos avançando em passos lentos, mas os recursos investidos ainda não são suficientes. É preciso garantir uma escola pública de qualidade para todos”, disse.

Sinézio Rodrigues ressaltou a necessidade de atrelar a educação à luta de classes para a formação de cidadãos de bem. Já Amil Edardna, representante do SINTUFEPE/UFRPE na mesa, começou desmistificando a ideia muitas vezes propagada para a sociedade de que a greve dos técnicos em educação é apenas por questões salariais. “A nossa luta maior é por um ensino público de qualidade. Como podemos afirmar que fazemos parte de uma pátria educadora, quando o governo retira R$9,42 bilhões de investimento da educação? Então nossa pauta de reivindicações vai além, ela vai para toda uma sociedade”, afirmou. E acrescentou: “A sociedade precisa se mobilizar para mudar a realidade desse cenário político e econômico”.

Para finalizar, o técnico Jackson Diniz fez uma explanação sobre as Políticas de valorização dos profissionais da educação. Na apresentação foram levantados pontos como algumas metas do PNE, formação e Plano Nacional de Desenvolvimento Profissional dos servidores integrantes do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (clique em Políticas-de-valorização-dos-profissionais-da-educação para baixar a apresentação).

rádio culturaPanfletagem e mídia- Para fortalecer a luta por uma Educação Pública de Qualidade e por melhores condições de trabalho para a categoria, os TAE’s realizaram uma panfletagem na quinta-feira (18), no centro da cidade, denunciando à população do município o descaso do governo com a educação no país e os ataques contra os direitos dos trabalhadores.

O movimento teve ampla repercussão na mídia da cidade. Os técnicos participaram de entrevistas em blogs, sites e rádios.Os representantes do movimento grevista da UFRPE foram questionados sobre os motivos da greve, a importância da participação da sociedade nessas lutas, a necessidade de uma data-base para a categoria e o impacto do recente corte do governo nos investimentos para a educação. De acordo com Marcus Vinicius, conselheiro de base do sindicato, o corte na educação é uma incoerência para quem se diz pátria educadora. “Faltam investimentos para qualificação, material para sala de aula, verbas de diárias para aulas práticas, entre outras coisas. E isso tudo reflete na qualidade de ensino”, completou.

 

 

 


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