Cerca de 1300 técnico-administrativos em educação participam do XXII CONFASUBRA

DSC_0288*Com informações da FASUBRA

O evento que acontece em Poços de Caldas/MG está sendo marcado por debates, palavras de ordem a favor da luta da categoria e polêmicas com credenciamento

O XXII Congresso da Federação de Sindicatos dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino – CONFASUBRAteve início na última segunda-feira (04), na cidade de Poços de Caldas/MG e conta com aproximadamente 1300 trabalhadores em educação de 47 entidades. Devido a problemas com o credenciamento de algumas delegações durante o primeiro dia, o congresso teve sua abertura apenas na manhã da terça-feira (05), com uma mesa composta pela diretoria da FASUBRA e representantes das centrais sindicais.

Os discursos de abertura foram marcados pela necessidade de mobilização para a construção de uma greve forte visando lutar não apenas pelos direitos da categoria, mas também contra os recentes ataques aos trabalhadores brasileiros, como o PL 4330 e as MPs 664 e 665. Logo após, houve a apreciação e aprovação do regimento interno.

Em seguida, no ponto de análise de conjuntura, um dos mais importantes do congresso, foi feita uma análise do cenário social, político e econômico Do país. A mesa foi composta por Celso Carvalho, do Ressignificar/CUT; João Paulo, do PCdoB/CTB; Paulo Barela, da CSP/CONLUTAS; Rogério Marzola, do Vamos à Luta/Intersindical; Pedro Armengol, da CUT; Leia Oliveira, da TRIBO/CUT; e João Batista Araújo (Babá), da Unidos pra Lutar/PSOL. Durante a ocasião foram enfatizadas críticas ao PL 4330, às MPs 664 e 665, escândalo da Petrobrás, entre outros. Os participantes ressaltaram a necessidade de uma reforma política, unificação da FASUBRA e a construção de uma greve geral para enfrentar os ataques aos direitos dos trabalhadores.

Os delegados do CONFASUBRA também manifestaram seu repúdio ao governador do Paraná, Beto Richa, pela ação truculenta contra os professores e servidores estaduais. Um vídeo chamado Dia do massacre do Centro Cívico foi exibido na plenária.

À tarde aconteceu um debate sobre “Organização Sindical e Relações de Trabalho”, levantando reflexões sobre o novo sindicalismo, imposto sindical, liberdade sindical, implantação do PCCTAE, redução da jornada de trabalho, entre outros.

Na quarta-feira (06) houve mais uma mesa de debate, desta vez sobre Educação e Combate às Opressões, que ocorreram juntas por conta das mudanças na programação. Luta de classes, educação pública, democrática e de qualidade, machismo, homofobia, violência contra a mulher, questões de gênero e LGBT foram assuntos abordados.

Polêmica com credenciamentos – A abertura do XXII CONFASUBRA que deveria ter ocorrido na segunda-feira (04), não foi possível devido à documentação apresentada pelo Sinteps – Sindicato dos Trabalhadores do Ceeteps, do Ensino Público Estadual Técnico, Tecnológico e Profissional do Estado de São Paulo, que levou 102 delegados – entre eles terceirizados -, mas apenas 40 conseguiram credenciamento. Diante da situação, os técnico-administrativos do SINTEPS fizeram uma manifestação no congresso exigindo o credenciamento de todos. Por conta desse e de outros problemas apresentados, a direção da FASUBRA decidiu fazer uma votação com a plenária para avaliar os recursos. Isso acabou prejudicando a programação do congresso, que sofreu alterações, gerando atrasos. Veja os resultados:

– Credenciamento de 2 delegados da Universidade Federal de Goiás (UFG) negado, pois o número de delegados não estava compatível com a base do sindicato, ferindo o regimento do congresso. (635 votos contra e 582 a favor).

– Credenciamento de delegada da Universidade Federal de Uberlândia negado pelo mesmo motivo acima.

– Credenciamento dos trabalhadores de São Paulo foi aprovado pela plenária. Os documentos apresentados pelo sindicato foram analisados pelo advogado da federação, confirmando sua legitimidade.

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