Comando local de greve da UFRPE participa de Caminhada em Defesa da Educação

caminhada pela educaçãoAto contará com a presença de técnicos administrativos, docentes e estudantes da UFPE, UFRPE e IFPE

Nesta quarta-feira (12) será realizada uma Marcha Unificada em Defesa da Educação com trabalhadores e estudantes da UFRPE, UFPE e IFPE. A concentração será a partir das 8h, em frente ao SINTUFEPE/UFRPE, localizado na sede da universidade, no bairro de Dois Irmãos. A saída está marcada para as 9h pela Avenida Dom Manoel de Medeiros, finalizando o percurso na reitoria da UFPE.

O grande objetivo do ato é denunciar os cortes na Educação e a política de arrocho salarial do governo sobre profissionais da Educação Pública, além de chamar a atenção da sociedade recifense sobre a pauta de reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras da educação.

O evento é organizado pelo Fórum Unificado em Defesa da Educação, composto por docentes, técnicos administrativos e estudantes da UFPE, UFRPE e IFPE e será aberto a qualquer cidadão e profissional da Educação.

Histórico da greve – A greve dos trabalhadores técnico-administrativos em educação deflagrada em 28 de maio, conta com adesão de 67 universidades e instituições federais. Um dos motivos é a não negociação do governo federal com os trabalhadores desde o fim da greve de 2014, encerrada por determinação do Superior Tribunal de Justiça. Assim, foram protocolados pela federação vários ofícios ao Ministério da Educação, Planejamento, Casa Civil e Secretaria Geral da Presidência, solicitando negociação.

A categoria que recebe o pior piso do funcionalismo público, reivindica negociações que atendam o maior número de trabalhadores, inclusive os aposentados. A representação da FASUBRA – federação dos técnicos administrativos – destaca a necessidade de o governo ampliar a margem de impacto financeiro para a negociação com a categoria, numa perspectiva para 2016. A primeira proposta oferecida foi de 21,3% de reajuste fracionado em 4 anos (2016 – 5,5%, 2017-5%, 2018-4,75%, 2019 – 4,5%). Este acordo, rejeitado pelos trabalhadores do serviço público federal, amarra a categoria e não repõe as perdas inflacionárias dos anos passados e também não cobre a inflação vigente de 9,23% segundo o boletim Focus, do Banco Central. A FASUBRA vem participando de reuniões conjuntas de negociação com o Ministério da Educação e do Planejamento.

Na última reunião, realizada no dia 07 de agosto em Brasília, o governo disse estar revendo a posição em relação aos quatro anos, após a rejeição da proposta pelos trabalhadores de todo funcionalismo público. O governo trabalharia com a possiblidade de um reajuste em dois anos e deixou explícito que mesmo em dois anos, o reajuste seria de 5,5% em 2016 e 5% em 2017. Segundo a representação da Federação, é uma avaliação que o governo ainda está discutindo e não uma proposta.


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