Greve Geral histórica mostrou a força da classe trabalhadora contra os ataques do Governo Temer

 

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TAEs da sede e das unidades acadêmicas participaram das mobilizaçãoes

O dia 28 de abril de 2017 ficará marcado na história de lutas do povo brasileiro. O sentimento de esperança e a sensação de renovação das forças dos movimentos políticos e sociais tomou conta das ruas de todo o Brasil, que foi palco de grandes manifestações contra as reformas trabalhista e previdenciária do Governo Temer. Os técnico-administrativos em educação (TAEs) da UFRPE fizeram a sua parte e deram a sua contribuição, comprovando mais uma vez que são uma categoria de força.

A Região Metropolitana do Recife amanheceu sem ônibus nas ruas e nos terminais, com protestos e bloqueios em vias e rodovias, setores públicos paralisados e grande parte do comércio fechado. E nas demais cidades pernambucanas também não foi diferente. Na capital, o ato público teve concentração às 14h na Praça do Derby e por volta das 15h se iniciou uma grande caminhada até o Marco Zero. Estima-se que o protesto contou com cerca de 200 mil pessoas, superando os números até de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Cerca de 30 técnico-administrativos da UFRPE participaram do ato no Derby. Para o TAE José Marcos Lima, que esteve presente no ato, “a Greve Geral de 28 de abril foi uma das maiores dos últimos 20 anos e cumpriu seu objetivo, que era mostrar como o país, os trabalhadores, as trabalhadoras e a sociedade de uma maneira geral estão contra as reformas da previdência e trabalhista, a lei das terceirizações e outros ataques como a reforma do ensino médio, que o governo vem impondo sem discussão com a sociedade. Foi um recado dado ao Governo, ao Congresso Nacional e à Justiça, que se juntaram de todas as maneiras para golpear a democracia”.

Serra Talhada

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Representantes da Direção Colegiada do SINTUFEPE/UFRPE marcaram presença em Serra Talhada para participar da Audiência Pública realizada na Câmara de Vereadores da cidade. O representante do Instituto Latinoamericano de Estudos Socioeconômicos (ILAESE) e também técnico-administrativo da UFPE, Lenilson Santana, também marcou presença na atividade e foi um dos convidados da mesa.

O dia de Greve Geral em Serra Talhada começou com um ato público com concentração em frente à sede da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetape), seguindo pelas principais ruas do centro da cidade e terminando em frente à sede do INSS. De acordo com a Polícia Civil, havia cerca de 5 mil pessoas no protesto. Logo após, os manifestantes puderam participar de uma audiência acalorada sobre as reformas trabalhista e previdenciária do Governo Temer, denunciando para a população serra talhadense os ataques contra a classe trabalhadora.

Além de técnico-administrativos e estudantes da Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST), também participaram das atividades da Greve Geral os trabalhadores rurais, dos Correios, policiais civis, servidores municipais, vereadores, professores, estudantes de escolas, representantes da Igreja Católica, OAB, MST, entre outros.

De acordo com Lenilson Santana, a aprovação da Reforma da Previdência como está sendo apresentada, será o fim do direito do trabalhador brasileiro de se aposentar. “Negros, mulheres e trabalhadores rurais serão os mais atingidos. O governo e a mídia burguesa vêm reproduzindo cotidianamente a mentira do rombo da previdência. O povo está sendo penalizado com as reformas trabalhista e previdenciária e não há outra alternativa a não ser ir pras ruas. O dia de hoje é apenas um passo para que cheguemos à vitória”, concluiu.


Garanhuns

18157748_1912567365655481_3782678912792874405_nOs TAEs da Unidade Acadêmica de Garanhuns (UAG) também fortaleceram a luta contra as reformas trabalhista e previdenciária do Governo Temer na última sexta-feira, 28 de abril. Os TAEs da UAG se juntaram a estudantes universitários, alunos de escolas, professores, trabalhadores rurais, representantes da Diocese de Garanhuns, do Conselho Regional de Serviço Social, entre outros. O ato teve concentração no Colunata e logo após os manifestantes saíram em caminhada pelo centro da cidade.

A força do ato público fez o comércio de Garanhuns fechar as portas e paralisar a cidade. Depois os militantes seguiram em direção à Igreja Católica e os sinos tocaram em apoio ao ato. Logo em seguida, foi feito um protesto em frente à Prefeitura. A caminhada terminou em frente ao Colunata com uma ciranda e Madeira do Rosarinho, símbolos da cultura pernambucana. Estima-se que cerca de 5000 pessoas compareceram à manifestação que foi organizada pela Frente Popular Democrática do Agreste Meridional.

O ato foi considerado inédito na cidade pela quantidade de pessoas, pela diversidade de entidades participantes e pela ousadia de pedir o fechamento do comércio. “A sensação foi de muita emoção, uma mistura de esperança e sentimento de vitória. Superou a expectativa da organização. A UFRPE ocupou as praças em defesa dos direitos. Convido as pessoas a se organizarem nas suas entidades, pois esse é só o começo de uma série de lutas que o Brasil vai travar contra o desmonte dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras”, disse Emanuelle Chaves, técnica-administrativa.

Veja cobertura fotográfica completa da Greve Geral >> https://www.facebook.com/pg/sintufepe.ufrpe/photos/?tab=album&album_id=1912463282332556

 


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