Dia Internacional da Mulher traz debate sobre a luta contra o feminicídio

28795704_2064807463764803_7088627107235889152_oCultura, exibição de vídeo e serviços de saúde também fizeram parte da programação

O debate sobre o feminicídio norteou as atividades do Dia Internacional de Luta das Mulheres no SINTUFEPE/UFRPE, na última quinta-feira, 08 de março. As atividades tiveram início com café da manhã e apresentação cultural da Escola de Música Naná Vasconcelos em frente à sede do sindicato, na Praça Professor Francisco Magalhães. Exibição de vídeo, serviços de aferição de pressão e glicose e orientação sobre saúde sexual também fizeram parte da programação. O evento contou com o apoio do Movimento Mulheres em Luta (MML), da equipe do Departamento de Qualidade de Vida (DQV/UFRPE) e do Instituto Latino-Americano de Estudos SócioEconômicos (ILAESE).

“Pela vida das mulheres. Nenhum direito a menos!” foi o eixo principal do 8M deste ano. Atos e mobilizações foram realizados em todo o país com o objetivo de construir um 8 de março independente de governos e patrões e gritar contra a violência, o machismo e os ataques aos direitos da classe trabalhadora. As técnicas e técnicos em educação da base do SINTUFEPE/UFRPE puderam participar de uma roda de diálogo e expor suas opiniões sobre o aumento do feminicídio, que ocorre principalmente em Pernambuco. A mesa de debate foi coordenada por Milena Gama, do Movimento Mulheres em Luta (MML), e Michelle Couto, representante da Secretaria Estadual da Mulher.Durante a discussão foram mostrados dados de assassinato, violência doméstica e estupro no Estado. De acordo com estatísticas da Secretária de Defesa Social (SDS), a cada 17 minutos uma mulher é vítima de violência doméstica em Pernambuco. O ano de 2017 foi marcado por um aumento desses números: só no mês de outubro foram 432 mortes notificadas e 2.975 casos de violência doméstica.

Michele, que é assessora da Diretoria Geral de Enfrentamento da Violência de Gênero e responsável pela Gestão da Patrulha Maria da Penha, explicou como é feito o levantamento do número de mortes de mulheres em decorrência do gênero e salientou sobre a importância de se realizar um trabalho conjunto com as instituições para esclarecer sobre o feminicídio, questões de gênero, forma de denunciar, etc. Segundo Milena, do MML, apesar das pontualidades nas ações, o governo ainda não conseguiu mudar a realidade e no momento as mulheres não têm nada a comemorar. “Ainda são poucas as delegacias especializadas e as casas abrigo. O medo da mulher de denunciar o agressor e não ter onde se abrigar é muito grande”.

As principais bandeiras levantadas pelos movimentos feministas no 8M foram o fim da violência e a retirada de direitos; pelo fim dos inúmeros casos de feminicídio e estupros; por emprego, creche e moradia dignos; pelo Fora Temer e todos os corruptos do Congresso.

 

 

 


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