Palestra reafirma necessidade da luta contra os ataques à previdência social

DSC_0713Crise global da dívida, reforma da previdência e não adesão ao FUNPRESP foram alguns dos pontos abordados

Entre os dias 21 e 23 de julho, os TAE’s da UFRPE tiveram a oportunidade de saber mais sobre Previdência e FUNPRESP. A atividade de greve foi promovida pelo SINTUFEPE/UFRPE e realizada pelo ILAESE (Instituto Latino Americano de Estudos Socioeconômicos) na sede, UAG e UAST (esta última contou com a participação de trabalhadores do Instituto Federal do Sertão e do INSS).

Wanderson Paiva Rocha, convidado pelo ILAESE para ministrar a palestra, iniciou a explanação chamando a atenção para a crise global da dívida. Ressaltou a atual crise da Grécia – como um exemplo – que deve cerca de 323 bilhões de euros a bancos e outros países europeus e, para reverter este quadro, teve que adotar um pacote de medidas de austeridade para controlar os gastos, afetando principalmente o cidadão grego com aumento de impostos, reforma no sistema de previdência e no mercado de trabalho.

Logo após a introdução, voltando ao cenário nacional, fez um breve histórico sobre a Previdência Social no Brasil e mostrou projetos governamentais que foram viabilizados por recursos da previdência, como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Companhias Hidrelétricas do São Francisco (CHESF) e construção de Brasília.

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Outro assunto abordado foi o desmonte da previdência social e suas reformas desde o governo Collor. De acordo com o palestrante, após os ataques de Collor e FHC, criou-se uma expectativa muito grande com a reforma da Previdência do governo Lula (2003) de que não haveria mais retiradas de direitos, porém novos ataques trabalhistas aconteceram, como a manutenção do fator previdenciário, redução das pensões para dependentes de servidores falecidos e o fim da paridade entre ativos e aposentados. Com Dilma não vem sendo diferente.

Os riscos da Previdência privada e do FUNPRESP também foram apresentados, podendo representar o aumento da precarização do trabalho, desemprego e baixa qualidade dos serviços sociais. “É importante uma campanha pela anulação dessa reforma da previdência do mensalão e o esvaziamento do FUNPRESP, pois isso irá forçar o governo a buscar novas alternativas”, alertou Wanderson. E completou: “A atuação do movimento sindical nessa luta é essencial. O trabalhador deve se aproximar do seu sindicato e cobrar uma posição da entidade com relação ao assunto”. Para saber na íntegra o que foi debatido nas palestras, baixe o arquivo Wanderson_Rocha_FUNPRESP.

* Wanderson Paiva Rocha é Mestre em Sociologia pela Universidade de Coimbra, Pedagogo pela Universidade do Estado de Minas Gerais, Professor na Escola Municipal Mário Mourão Filho, Conselheiro eleito para o Conselho de Administração do Regime Próprio de Previdência dos Servidores do Município de BH, Conselheiro eleito para o Conselho Municipal de Educação de Belo Horizonte e Diretor Eleito para a Diretoria Colegiada do Sind-Rede/BH (Triênio 2013/2015)

 

 

 

 


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