SINTUFEPE/UFRPE foi às ruas em defesa da Educação e da Previdência

Abraço simbólico na universidade e ato unificado no Recife fizeram parte do #30M

O 2º Dia Nacional de Luta Pela Educação, realizado na quinta-feira, 30 de maio, foi marcado por paralisações e protestos em todo o país. Mesmo com os ataques e as tentativas de Abraham Weintraub, do MEC, de intimidar as manifestações, técnico-administrativos, professores e estudantes foram às ruas mais uma vez lutar contra os cortes na Educação Pública e a favor da Previdência Social.

Durante a manhã, o SINTUFEPE/UFRPE participou do abraço simbólico do Dia D da Educação, realizado no campus Dois Irmãos. Em seguida, a comunidade acadêmica saiu para as ruas, praças, terminais de integração e outros espaços públicos da RMR para conscientizar a sociedade sobre a importância das universidades. À tarde, todos seguiram para o ato unificado no centro do Recife, que teve concentração na Rua da Aurora, em frente ao Ginásio Pernambucano. A data é uma preparação para a Greve Geral de 14 de junho.

Segundo José Marcos Lima, diretor de comunicação do sindicato, a luta unificada é muito importante neste momento de ataques do Governo. “Estamos em mais um dia de luta em defesa da educação pública e, em especial, das universidades federais que estão sendo severamente atacadas por este governo. Estamos aqui também fortalecendo a luta pela previdência e convocando toda a sociedade para a Greve Geral do dia 14 de junho”, afirmou.

Rogério Antonio do Carmo, diretor administrativo e financeiro, falou sobre os efeitos do corte na educação: “Estamos juntos com os estudantes nesta luta contra o “desgoverno” Bolsonaro que está tentando acabar com as nossas universidades federais, não vamos permitir isto. O governo quer destruí-las, acabando com as bolsas, as pesquisas acadêmicas e também com os seus trabalhadores que ajudam a manter a universidade funcionando. Só na UFRPE foram 122 terceirizados demitidos”.

#30M em Pernambuco

As manifestações do 2º Dia Nacional de Luta Pela Educação não ficaram apenas no Grande Recife, mas ocorreram em diversas cidades de Pernambuco. Em Ipojuca, petroleiros e petroleiras da Refinaria Abreu e Lima realizaram um protesto cobrando que os royalites do Pré-Sal continuem sendo investidos em educação. Em Araripina, Garanhuns, Caruaru e Petrolina também houve atos públicos dos estudantes.

Os técnico-administrativos da Unidade Acadêmica de Garanhuns (UAG) participaram de uma aula pública no Colunata. Teve feira de profissões, oficinas, apresentações culturais, aulões e uma caminhada pela Educação.  

Os sucessivos ataques do Ministro Abraham Weintraub

Estudantes coagidos por professores, ameaça ao direito de manifestação e paródia de “Dançando na Chuva” foram alguns dos absurdos protagonizados nos últimos dias pelo Ministro da Educação, Abraham Weintraub. Em um vídeo Abraham aparece dançando a canção “Singing in The Rain” com um guarda-chuva, enquanto acusa a mídia de fazer chover fake news sobre a redução do orçamento destinado ao Museu Nacional do Rio de Janeiro. Como se não bastasse, o MEC divulga uma nota acusando as manifestações de ações “político-partidárias” e pede à população que denuncie professores, servidores, alunos e pais que promovessem manifestações em horário escolar. Além de tudo isso, na véspera dos atos, insinuou que estudantes estavam sendo coagidos por professores a protestar. Como se pode ver, o ministro tenta calar as manifestações a todo custo, mas suas declarações só fortalecem ainda mais a luta da classe estudantil e trabalhadores da educação pública.


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